OXIGÊNIO

SÍMBOLO QUÍMICO: O2
Nº ATÔMICO: 8
PESO MOLECULAR: 32 g/mol
PONTO DE EBULIÇÃO (a 1 atm): -183ºC
PONTO DE FUSÃO (a 1 atm): -218,8ºC
TEMPERATURA CRÍTICA: -118,4
PRESSÃO CRÍTICA: 50,1 atm

DENSIDADE DO LÍQUIDO (a P.E. e 1 atm): 1141 kg/m3
DENSIDADE DO GÁS (a 20ºC e 1 atm): 1,33 kg/m3
PESO ESPECÍFICO DO GÁS (a 20ºC e 1 atm): 1,10
PESO ESPECÍFICO DO LÍQUIDO (a P.E. e 1 atm): 1,14
VOLUME ESPECÍFICO (a 20ºC e 1 atm): 0,75 m3/kg
CALOR LATENTE DE VAPORIZAÇÃO: 1630 kcal/mol
COEFICIENTE DE EXPANSÃO (Líquido para gás a P.E. e 20ºC): 1 para 857
SOLUBILIDADE EM ÁGUA (a 25ºC e 1 atm) 3,16% em volume

Características físicas: Azulado na fase líquida, incolor na fase gasosa, inodoro, extremamente frio na fase líquida. Nas condições normais de temperatura e pressão (CNTP) apresenta-se na fase gasosa.
Características químicas: Não inflamável, não tóxico, oxidante, não corrosivo, acelerador de combustão (evitar contato com óleo, graxas ou outros combustíveis).
Pureza mínima: 99,5% (fase líquida)
Nº da ONU

1073 (fase líquida)
1072 (fase gasosa)

Classe de risco: Gás não inflamável, altamente refrigerado (fase líquida), gás oxidante (fase gasosa)

Os gases desempenham um papel vital em muitos processos produtivos:

  • em usinas siderúrgicas e fundições,
  • na indústria automobilística e mecânica,
  • na fabricação de peças, nas montagens e em manutenção.

Além de acelerar a produção, o oxigênio e outros gases industriais são hoje indispensáveis em operações de corte e processos de combustão. O oxigênio é também utilizado onde a natureza não consegue mais absorver as águas poluídas, e na medicina, mantendo vidas pelo auxílio da respiração natural.

Nas incubadoras de recém-nascidos, as chances de sobrevivência aumentam com o enriquecimento do ar com oxigênio.
A mistura gasosa de alta pureza (21% de oxigênio e 79% de nitrogênio) iguala-se ao ar atmosférico, porém é isento de umidades,microorganismos

como fungos e bactérias, resíduos poluentes e outros contaminantes presentes no ar atmosférico. Pela sua alta pureza é indicado para uso terapêutico em tratamentos intensivos, cirurgias, nebulizações, bem como na movimentação pneumática de aparelhos de anestesia, respiradores de UTIs e secagem de instrumentos cirúrgicos.

Na fusão e redução metalúrgicas, onde são utilizados combustíveis líquidos, sólidos ou gasosos, o oxigênio intensifica a transmissão do calor, eleva a temperatura e reduz as perdas nos gases de evasão. A operação dos fornos torna-se mais flexível, aumentando sua capacidade e reduzindo o consumo específico de energia.


O oxigênio é o mais conhecido e difundido dos gases. Seu uso, além do medicinal, traz inúmeras vantagens ás indústrias siderúrgicas, metalúrgicas etc. É largamente utilizado nos processos de corte e solda, combinando-se com glp, acetileno, argônio e dióxido de carbono.

O oxigênio é também amplamente utilizado para enriquecimento do ar em fornos, onde oferece vantagens com redução do consumo de insumos de petróleo, aumento de produção e melhor controle de temperatura.

Outra importante aplicação do oxigênio é na indústria de papel e celulose, sendo utilizado no branqueamento de celulose. É também usado na oxigenação dos licores negro e branco, enriquecimento do ar nos fornos de cal e para tratamento de efluentes vindos de diferentes indústrias.

Além das aplicações já mencionadas, o oxigênio é usado ainda em queimadores oxi-combustíveis para fornos de vidro, chumbo, cobre, alumínio, aço, fero fundido e fornos rotativos em geral.

O oxigênio é obtido por destilação fracionada do ar e se apresenta no estado gasoso á temperatura ambiente.

É fornecido normalmente em cilindros de aço, de alta pressão, até 200 kg. /cm². Pode ser também fornecido no estado líquido, em casos de maior consumo, a fim de simplificar o transporte. Em casos especiais, pode ser distribuído através de tubulações, ligando o fabricante á indústria consumidora.

Nos postos simples de consumo, a fonte de oxigênio consta de um cilindro em cuja válvula é montado um redutor/regulador de pressão, do qual parte uma mangueira de ligação.

Nos locais onde existam muitos postos de consumo, geralmente se utiliza uma instalação centralizada de oxigênio, onde vários cilindros são dispostos em paralelo, alimentando uma rampa comum. O oxigênio alcança as tubulações de distribuição através de um grande redutor de pressão, chegando aos postos de consumo em pressões de 5 a 10 kg/cm². Cada posto de consumo, em correspondência á derivação, dispõe de um redutor ao qual se liga a mangueira de uso.

Em se tratando de oxigênio líquido, existe uma central de abastecimento que, após transformá-lo no estado gasoso, possibilita a distribuição nos moldes acima citados.